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E quando a criança morde Imprimir E-mail

Os pais, com freqüência, quando chegam na escolinha para buscar o filho, o encontram com marcas de mordidas na pele, ou a criança mordeu o coleguinha. Então, o caos se estabelece. É comum os pais discutirem, acusarem as “tias” de negligência, enquanto os pequenos mordedores ou mordidos, alheios a tudo, não entendem o motivo para tanta confusão.

Esse comportamento da criança acontece com o aparecimento dos dentes. Não costuma ser estranho, porque o primeiro contato dela com o mundo é oral, levando à boca tudo que encontra, para morder. É assim que os bebês identificam os objetos, experimentando sua textura, forma, tamanho e peso.

Mas existem outros fatores que levam a criança a reagir através de mordidas. A situação familiar influencia muito: brigas em casa, rejeição, tentativas de chamar atenção dos adultos, carência afetiva, disputa de brinquedos, espaço reduzido para brincar e desrespeito ao sono do pequeno mordedor.

A pedagoga Vera Regina Abraão diz que cada criança possui sua própria maneira de reagir diante dos acontecimentos: “Um puxão de orelhas ou tapa aplicado por outro coleguinha ou adulto provocam reações diversas, assim como os sons. Algumas se irritam com um som alto, outras parecem não se incomodar. Também as crianças reagem individualmente ao toque. Este pode trazer à tona sentimentos de ciúme, dependendo de quem as toque”.

Algumas crianças quando disputam brinquedos ou objetos se mostram explosivas e mordem. Outras choram e se jogam no chão. A entrada de um novo colega no grupo também pode desencadear mordidas. Os pais das crianças com este tipo de comportamento devem evitar as brincadeiras que expressem carinho mostrando os dentes e fingindo morder. Os filhos imitam a brincadeira, porque é prazeirosa, com os amiguinhos da creche. Porém, elas não sabem fingir a mordida e provocam machucaduras.

Diante de uma criança que morde, Vera Regina Abraão aconselha que os pais e professores não a rotulem como mordedora nem exponham seu comportamento. A situação deve ser tratada com tranqüilidade, esclarecendo a criança sobre a dor provocada pela mordida. É importante saber que as mordidas deixarão de existir quando a linguagem estiver desenvolvida, a partir dos dois anos. Cada criança é diferente da outra, e vive uma realidade distinta, que precisa ser analisada em conjunto pelos pais e professores. A resposta para tal circunstância é dar atenção, carinho e amor para a criança, pois sua vida futura depende disso.
  

Autora: Vera Regina G. P.  Abrahão de Oliveira.

Maiores informações,

contatar: Marisa Balsemão, da Agência CN
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